A aprovação, condicionada à posterior transferência da titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP) para a Alempor, permite que a Arauco avance nos trâmites para concluir a compra da sociedade Alempor. Isso representará um avanço no plano logístico do Projeto Sucuriú, facilitando o acesso aos mercados globais

Na última quinta-feira, 26 de março, a diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários autorizou a Arauco a adquirir o controle acionário da sociedade Alempor. A aprovação ocorre após a companhia assumir a titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP), localizado na Alemoa, em Santos, e marca um passo decisivo na estruturação logística do Projeto Sucuriú, o maior investimento da história da Arauco, uma das maiores empresas globais nos setores de celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia.
Além da transferência da titularidade do TUP, a conclusão da transação para aquisição da Alempor ainda está sujeita a outras condições comerciais e jurídicas aplicáveis, incluindo as formalidades societárias e regulatórias necessárias até o fechamento da operação. A expectativa é de que a transação seja concluída em aproximadamente 90 dias.
O futuro TUP conectará o Projeto Sucuriú ao principal corredor de exportação do país, por meio de uma solução logística integrada e competitiva, fortalecendo o papel do Brasil como plataforma global de exportação do produto.
“Isso representa um avanço muito importante para consolidar o plano logístico estruturado para dar suporte às futuras operações industriais da empresa em Inocência (MS)”, afirma Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4,6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência, ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024, e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases de desenvolvimento do projeto, e de maneira contínua, a companhia monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de realizar o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o start-up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas áreas industrial, florestal e de operações logísticas. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento social e econômico de toda a região, fomentando o aumento da geração de renda e da arrecadação de impostos, além de contribuir para a atração de novos investimentos.