GT de Fitossanidade da Reflore-MS debate cenário de pragas e doenças do setor florestal em MS

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 Reunião realizada na MS Florestal, em Água Clara, apresentou dados consolidados de 2021 a 2026, balanço fitossanitário e desafios no manejo de pragas monitoradas pelas empresas associadas

O Grupo de Trabalho de Fitossanidade da Reflore-MS realizou, nesta última sexta-feira (15), às 8h30, reunião técnica nas instalações da Bracell (MS Florestal), em Água Clara, reunindo representantes das empresas associadas para apresentação e discussão de dados fitossanitários do setor florestal sul-mato-grossense.

Entre as pautas debatidas estiveram o reporte dos dados de pragas e doenças monitoradas, os desafios no manejo da nova vespa-da-galha (Ophelimus eucalypti) e a apresentação da Biofábrica da MS Florestal.

No início da reunião, o Prof. Dr. Carlos F. Wilcken, do Departamento de Proteção Vegetal da FCA/UNESP – Campus de Botucatu, que participou remotamente, apresentou atualizações sobre os estudos relacionados à nova vespa-da-galha do eucalipto, Ophelimus eucalypti (Hymenoptera: Eulophidae). A praga, nativa da Austrália, tem causado preocupação em plantios florestais, pois induz a formação de galhas nas folhas, podendo levar à redução ou até à não emissão de novas brotações, impactando diretamente o crescimento e a produtividade dos plantios. Durante a apresentação, foram destacados avanços em pesquisas sobre o potencial de invasão da espécie, sua preferência hospedeira, os impactos observados em diferentes espécies de Eucalyptus e a resposta de clones comerciais ao ataque da praga. Apesar de a praga ter um registro pontual no estado de Mato Grosso do Sul, o setor florestal mantém estado de alerta e acompanhamento constante, considerando o potencial de dispersão e os impactos que a espécie pode causar aos plantios.

A reunião foi conduzida pela coordenadora de fitossanidade do GT, Mariane Nickele, da empresa Arauco, que apresentou os dados acumulados de janeiro a dezembro de 2025 relacionados às pragas monitoradas nas áreas das instituições associadas. Os números apontam a lagarta desfolhadora como a principal ocorrência registrada no período, liderando os índices de incidência acumulada em 2025, seguida pelo psilídio-de-concha.

O grupo também apresentou dados históricos sobre pragas e o controle de lagartas entre os anos de 2021 e 2025, permitindo uma análise comparativa da evolução fitossanitária no setor florestal de Mato Grosso do Sul.

Além das pragas, os participantes acompanharam os dados referentes às doenças monitoradas, com apresentações sobre a incidência e o controle acumulado das doenças em 2025 e 2026, bem como a incidência das pragas monitoradas em 2026. Também foram apresentados relatórios consolidados e o balanço da entrega de dados realizados pelas empresas associadas.

A reunião reforçou a importância do monitoramento contínuo, da troca de informações técnicas e da atuação integrada das associadas no enfrentamento dos desafios fitossanitários do setor florestal em Mato Grosso do Sul. Também foram debatidos novos mecanismos de melhoria para o Grupo de Trabalho, além de tratativas relacionadas à vigilância fitossanitaria da nova vespa-da-galha, fortalecendo ações para o monitoramento e detecção precoce nas áreas florestais das associadas.

Além das apresentações técnicas e discussões sobre melhorias, o pesquisador em Proteção Florestal da MS Florestal, Fernando Montezano, apresentou a estrutura da biofábrica da empresa, implantada em 2025 e desenvolvida com base em modelos e protocolos de criação da Bracell Bahia. O espaço conta com equipe técnica especializada no desenvolvimento das criações, além de um time operacional responsável pelas atividades da unidade. Durante a apresentação, também foram abordados os parasitoides utilizados nas ações de controle biológico conduzidas pela biofábrica. 

Foram apresentadas também as etapas do processo, que incluem a identificação do inimigo natural; estudos de biologia da praga e do inimigo natural; determinação da metodologia de criação; estabelecimento de uma criação em pequena escala; estudos de eficiência em semicampo e campo; estabelecimento de uma criação em larga escala; e a transferência da tecnologia ao produtor ou às empresas.

Após a apresentação, Fernando conduziu os integrantes do GT para um tour técnico pelas instalações da biofábrica, onde foram apresentadas a estrutura, os processos de criação, os equipamentos utilizados e demais especificações sobre as instalações e o funcionamento da biofábrica.

Integrantes do GT conhecem instalações da Biofábrica.
Fernando Montezano conduziu o tour técnico em conjunto com a equipe da biofábrica.
GT conhece drone utilizado na condução em larga escala de inimigos naturais aplicados no manejo da lagarta desfolhadora do eucalipto.

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