Reflore-MS apresenta trajetória e avanços do setor florestal de MS no V SEAFLOR 2026 

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Presidente da associação apresentou a evolução do setor de base florestal no estado e os fatores que consolidaram MS como referência nacional em florestas plantadas

A Reflore-MS participou, nesta sexta-feira,26 de junho, do V SEAFLOR 2026 – Semana de Aperfeiçoamento em Engenharia Florestal, um dos principais eventos técnico-científicos da área no país, realizado em Curitiba, no estado do Paraná. Representando a associação, o presidente Júnior Ramires ministrou a palestra “Desafios e oportunidades do setor de base florestal”, na qual apresentou a trajetória de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e os avanços que consolidaram o estado como referência nacional no setor florestal.

Durante a apresentação, Júnior Ramires relembrou que o desenvolvimento da base florestal sul-mato-grossense teve início com os incentivos fiscais concedidos nas décadas de 1970 e 1980. Naquele período, as florestas começaram a ser implantadas antes mesmo da chegada das indústrias que, anos depois, impulsionariam a cadeia produtiva no estado.

“O potencial do Mato Grosso do Sul já era conhecido. Já existiam estudos e planejamento que indicavam o estado como uma região estratégica para o desenvolvimento do setor florestal”, destacou.

Ao apresentar um panorama da economia estadual, o presidente evidenciou a diversidade das cadeias produtivas de Mato Grosso do Sul e ressaltou o protagonismo conquistado pelas florestas plantadas, atualmente uma das principais atividades responsáveis pela geração de emprego, renda, investimentos e desenvolvimento regional.

Outro ponto abordado foi o compromisso do setor com a sustentabilidade. Segundo Ramires, a expansão das florestas plantadas ocorreu de forma planejada, aliando crescimento econômico à preservação ambiental e às boas práticas de governança.

“Existe uma grande preocupação com a preservação do Pantanal e dos demais biomas do estado. O setor de florestas plantadas está organizado, atua de forma responsável e segue rigorosos padrões ambientais e sociais”, afirmou.

Ao abordar os desafios enfrentados pelo setor, Júnior Ramires reforçou a importância da atuação integrada entre empresas e instituições, destacando o papel da Reflore-MS na coordenação de iniciativas conjuntas.

“Pragas e incêndios são duas questões que não respeitam fronteiras. Por isso, a cooperação entre as empresas é fundamental.”

Na ocasião, o presidente destacou que essa cooperação é fortalecida por meio dos Grupos de Trabalho (GTs) da Reflore-MS, com ênfase no Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e no Grupo de Trabalho de Fitossanidade, que promovem ações coordenadas de prevenção, monitoramento e compartilhamento de informações entre as empresas associadas.

Júnior Ramires também apresentou a campanha Fogo Zero, iniciativa permanente da Reflore-MS voltada à conscientização sobre a prevenção de incêndios florestais, e destacou o papel do mascote Reflorito como ferramenta de educação ambiental e aproximação com a sociedade, especialmente em ações de sensibilização junto às comunidades e ao público infantil. 

A participação da Reflore-MS no V SEAFLOR 2026 reforça o compromisso da associação com a disseminação do conhecimento, a representação institucional e o fortalecimento da cadeia de base florestal, contribuindo para o debate sobre os desafios e as oportunidades que impulsionam o desenvolvimento sustentável do setor no Brasil.

O V SEAFLOR 2026 foi realizado entre os dias 24 e 26 de junho de 2026, no Centro de Ciências Florestais e da Madeira (CIFLOMA), em Curitiba, no estado do Paraná, em formato híbrido, com participação gratuita e tradução simultânea.

Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a Faculty of Forestry & Environmental Stewardship da The University of British Columbia (UBC), do Canadá, o evento contou com o apoio institucional do Consulado Geral do Canadá no Brasil, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Reflore-MS e de mais de 30 instituições ligadas ao desenvolvimento do setor de base florestal.

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