Reflore-MS destaca o Dia Internacional das Mulheres

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Neste dia 8 de março, marcado como o Dia Internacional da Mulher e oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas, Reflore-MS parabeniza todas as mulheres, com destaque especial àquelas que se dedicam e protagonizam o cenário florestal.

Engenheiras florestais, agrônomas, pesquisadoras e diversas outras profissionais têm se tornado, a cada ano, protagonistas na área florestal, em um espaço que, há algum tempo, era predominantemente dominado por homens.

Cada vez mais mulheres estão conquistando espaço no setor, atuando como engenheiras florestais, agrônomas e pesquisadoras, entre outras profissões. Com conhecimento técnico e compromisso com a sustentabilidade, elas contribuem para o manejo responsável das florestas e para o desenvolvimento do setor.

Nesse contexto, surgem protagonistas desse espaço. Vanessa Bonfim, 28 anos, Engenheira Florestal, atua na Reflore-MS como Gerente Institucional. Com foco na proteção florestal e tendo o incentivo do pai para cursar Engenharia Florestal, Vanessa iniciou na área com o objetivo de atuar de maneira sustentável e humana.

“Cresci no Pará, acompanhando de perto a realidade da exploração de florestas nativas e de seus subprodutos, e isso despertou em mim o desejo de fazer diferente. Escolhi a área florestal para contribuir com um manejo mais responsável, sustentável e humano das nossas florestas”.

Vanessa encontrou na Reflore-MS sua primeira oportunidade de trabalho após a formação, transformando seus conhecimentos técnicos e acadêmicos em realização profissional. “ Essa conquista representa o resultado de anos de dedicação, esforço e persistência dentro da academia, e ver tudo isso se transformar em reconhecimento no mercado de trabalho é extremamente gratificante”.

O protagonismo de mulheres na área florestal traz novas perspectivas para aquelas que futuramente podem ocupar esses espaços.

Vanessa Bonfim, Engenheira Florestal

“ O setor florestal não está apenas “abrindo espaço”, mas reconstruindo a cultura organizacional para que mulheres possam não só entrar, mas crescer e liderar com a criação de grupos e redes de mulheres, programas de diversidade e inclusão, mudanças na contratação e no ambiente de trabalho, formação e capacitação, além de visibilidade e mudança cultural”, destaca Vanessa.

Também Engenheira mas Agrônoma, Vágna Pereira, 36 anos. Vágna atua na MS Florestal, é especialista em Pesquisa e Desenvolvimento na área Florestal. Para a engenheira, a participação das mulheres no setor florestal é sinônimo de protagonismo. “Que não tenham medo de ocupar esse espaço. As mulheres têm muito a contribuir para o setor florestal. Somos protagonistas da nossa própria história e das mudanças que queremos ver”.

Vágna Pereira, Engenheira Agrônoma

“O que mais me orgulha é ver que, na área florestal, cada vez mais mulheres estão chegando a posições de liderança, que antes eram ocupadas apenas por homens, mostrando que esse espaço também é nosso. Porque a diversidade traz novas perspectivas, fortalece as equipes, contribui para decisões mais completas e ainda tende a reduzir a rotatividade de pessoas nas áreas, pontua Vágna.

Naiara Fernanda, 30 anos, Engenheira Florestal com mestrado e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente trabalha na Arauco, atuando na área de pesquisa e desenvolvimento com foco em solos, nutrição e processos relacionados à produtividade florestal.

Durante a graduação, se interessou pela área de silvicultura. Ao longo do curso, quando obteve maior contato com a área de solos e nutrição, passou a se interessar pela dinâmica do solo e pelas relações que ele estabelece com o desenvolvimento das plantas e a produtividade das florestas, o que acabou direcionando sua trajetória para estudar mais profundamente esses processos.

Naiara Fernanda, Engenheira Florestal

Naiara destaca a diversidade de áreas em que as mulheres atuam na área florestal. “É possível perceber um aumento gradual da presença feminina no setor florestal. Hoje vemos mais mulheres atuando em diferentes áreas, desde pesquisa e planejamento até operações. Ainda há espaço para avançar, mas a participação feminina tem crescido e se tornado cada vez mais relevante”.

Grasiele Dick, 36 anos, Engenheira Florestal e atualmente pesquisadora da área de solos e manejo da Suzano em Três Lagoas, MS.  Sempre foi curiosa em conhecer plantas e entender as relações entre as diferentes formas de vida de um ecossistema, além de ser profundamente apaixonada pela natureza. “Durante a graduação, ao me envolver com pesquisas, tive certeza que o caminho do saber seria motivador às minhas decisões e trajetória profissional”.

Para Grasiele, o maior desafio é conciliar a vida com outras demandas atribuídas às mulheres. “Não só na área florestal, mas acredito que conciliar maternidade e trabalho, ao mesmo tempo em que engrandece a mulher, também traz desafios, dilemas e questionamentos. Estar amparada, ser ouvida e acolhida faz toda a diferença e com certeza estar em ambientes assim é um privilégio que tenho a oportunidade de pertencer”.


Grasiele Dick, Engenheira Florestal

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